Governo quer identificar bois importados da França
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quarta-feira, 31 de janeiro de 2001
Das agências 
O Ministério da Agricultura anunciou ontem medidas para garantir que o Brasil continue livre da doença da vaca louca, a Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB). Não foram registrados oficialmente casos da doença no país, mas as medidas são preventivas e serão colocadas em prática na próxima semana. Fica proibida a fabricacão de racão animal a partir de carne, osso e gordura de mamíferos (equinos, suínos, coelhos) no País.
Uma das principais decisões é localizar os 4.391 bois importados da Alemanha e França entre 1980 e 1994. A doença da vaca louca apareceu nos últimos meses nesses dois países da União Européia.
O secretário de Defesa Agropecuária brasileiro, Luiz Carlos de Oliveira, enfatizou que as medidas são de caráter preventivo e que não há nenhuma suspeita que a doença esteja presente no país.
A importação de bovinos do Reino Unido, país no qual apareceu a doença, foi suspensa em 1996. Como não havia suspeita da doença na França e Alemanha, a compra de animais dessa região continuou. Em dezembro, o país proibiu a importação de gado de qualquer país da União Européia que tivesse manifestação da doença.
Oliveira também frisou que ficará proibida a mistura de farinha de osso de qualquer animal nas rações para gado. Em 1996, havia sido proibida a mistura de farinha de osso de bovinos, ovinos e caprinos nas rações. A doença é contraída pelo gado na ingestão de rações com farinha de osso de animais contaminados.
Oliveira insiste em que, como o gado brasileiro se alimenta em pasto (quase não come ração), a probabilidade da doença estar presente no Brasil é praticamente nula.
O secretário do Ministério da Agricultura esteve na União Européia para mostrar todo o aparato que está sendo montado no país para garantir a qualidade do rebanho.
Mesmo assim, numa escala de um a três, no qual a primeira é de risco nulo, o Brasil é classificado no grau dois na União Européia. Isso significa que o país apresenta baixo risco de contaminação, mas há uma remota probabilidade da existência doença, disse Oliveira.
Outra medida tomada foi a mudança nos testes dos animais. Vamos deixar de ter uma atitude passiva e passar a ter um atitude ativa, disse o secretário. A partir de agora, o Brasil não fará os testes só quando há suspeitas da doença. Testará uma amostra do rebanho, mesmo que não haja nenhum dos sintomas.
O secretário também informou que o Ministério ampliará o monitoramento de animais sujeitos à BSE, através de diagnósticos realizados em material colhido nos matadouros, por exemplo, para verificar se há ou não incidência da doença. Segundo ele, atualmente esse diagnóstico é feito somente quando há indícios de que o animal esteja contaminado. Nossa maior preocupacão é garantir a saúde do consumidor, além de permitir que a carne brasileira possa ser exportada, afirmou.


