Governo quer desburocratizar exportações
Governo quer desburocratizar exportações
Denise Chrispim Marin
Agência Folha
O governo programou a adoção de uma série de medidas para facilitar e desburocratizar as operações de exportação de manufaturados e produtos da agroindústria. A primeira delas, que deverá ser adotada ainda neste mês, é a fusão dos fundos de aval criados no ano passado para dar garantia ao crédito tomado por pequenas e médias empresas.
Trata-se da solução para os fundos de aval, idéia que trouxe resultados
medíocres. O governo não quer abandonar os fundos porque eles permitiriam financiar empresas que não contam com garantias suficientes. Atualmente, existem os fundos administrados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e pelo Sebrae.
Segundo o secretário de Comércio Exterior, Mário Marconini, o novo fundo de aval deverá ser capaz de chegar ao pequeno e ao médio produtor, de conceder mais garantias ao crédito e de diminuir os custos para os operadores financeiros.
Na avaliação de Marconini, as medidas que o governo pretende adotar não
devem trazer aumento imediato das exportações. Mas devem facilitar o
acesso ao crédito, uma das principais dificuldades atuais, e facilitar os trâmites oficiais para os empresários que pretendam atender ao mercado
externo.
A atual demanda mundial é muito pequena para alavancar as exportações
brasileiras. Teremos de conviver com uma situação de mercado
desfavorável, afirmou, referindo-se ao crescimento de apenas 4% esperado no comércio mundial neste ano.
Mesmo assim, o governo não pode atuar apenas nas grandes linhas do
comércio exterior. Há muita burocracia e controles que precisam ser
eliminados, acrescentou.
O objetivo do governo, explicou Marconini, é facilitar os trâmites
principalmente para as pequenas e médias empresas - o alvo preferencial no esforço de aumento dos embarques.
Em junho deve sair um pacote de medidas visando incentivar as exportações de soja e derivados, café e sucos.





