Rio de Janeiro - O governo pretende assumir temporariamente o controle da Varig, que tem dívidas de R$ 6 bilhões, para sanear a empresa antes de vendê-la a um investidor privado, afirmou ontem o presidente da Infraero, Carlos Wilson.
  ‘‘O governo está fazendo isso, está conversando no sentido de viabilizar que a Varig seja repassada para um outro grupo’’, disse Wilson, acrescentando que o plano tem que ser executado o mais rápido possível.
  O governo e suas empresas são credores de dois terços da dívida da companhia aérea, afirmou Wilson. A Varig deve US$ 1 bilhão à Previdência e à Fazenda, cerca de US$ 600 milhões ao Banco do Brasil, Petrobras, BNDES e Infraero; e o restante a credores privados.
  Wilson afirmou que a Varig pode passar por um período de saneamento e que isso não significa dizer que a empresa vai ser estatal. ‘‘A companhia está praticamente estatizada porque quem a está sustentando é o governo. Nós é que estamos injetando (recursos) e tendo paciência para não executar as dívidas’’, disse o presidente da Infraero.
  Nos planos do governo, a Fundação Ruben Berta, atual controladora da Varig, teria na nova empresa saneada apenas uma participação simbólica, disse Wilson. ‘‘Para oferecer a Varig a uma empresa, vai ser preciso injetar dinheiro na companhia. Se alguém comprar por R$ 1, vai ter que injetar na Varig R$ 6 bilhões.’’

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