Governo quer armazenar grãos em frigoríficos
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sexta-feira, 22 de junho de 2001
Gecy Belmonte Agência Estado 
O plano para a safra agrícola e a pecuária 2001-2002 que o ministro da Agricultura, Marcus Vinícius Pratini de Moraes, irá anunciar nos primeiros dias de julho deverá conter, além de um aumento substancial nos recursos para custeio, investimento e comercialização, um estímulo específico aos frigoríficos e à armazenagem. No primeiro caso, a intenção é a de permitir que abatedouros regionais aprimorem sua estrutura.
Dessa forma, além de melhorarem a qualidade do produto ofertado ao consumidor, poderão ter maior participação no comércio internacional de carnes. Na avaliação do ministro Pratini de Moraes, o crescente aumento das exportações de carnes (bovinas, suínas, de frango) justifica plenamente a medida. De janeiro a abril deste ano, as vendas externas de carnes de boi in natura atingiram US$ 177,4 milhões, representando um aumento de 22,84% sobre o ano passado.
No caso do frango, a receita cambial foi de US$ 387,3 milhões (52,47% a mais), enquanto as vendas externas de carne suína alcançaram US$ 92,5 milhões no mesmo período,com um aumento de 158,32% sobre o primeiro quadrimestre de 2000. A projeção do ministério é de que até o final do ano as exportações de carnes alcancem US$ 2,5 bilhões contra US$ 1,8 bilhão obtido no ano passado.
O ministro quer continuar garantindo espaço para o agronegócio, e aumentar as vendas especialmente para novos mercados abertos neste ano, como a Arábia Saudita, Egito, França, Rússia, África do Sul e Países Baixos.
Com relação à armazenagem, com a expectativa de que a próxima safra ultrapasse os 97 milhões de toneladas de grãos, o governo quer atacar um dos principais pontos de estrangulamento no setor. Para tanto, os produtores poderão obter empréstimos para construir armazéns diretamente em suas propriedades, com a mesma taxas de juros fixos praticadas no crédito rural, que é de 8,75% ao ano.


