Governo quer ampliar exportações na pecuária
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quarta-feira, 22 de outubro de 2003
Fabíola Salvador<br> Agência Estado 
Brasília Para agregar valor e ampliar as exportações pecuárias, a Agência de Promoção das Exportações (Apex-Brasil), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) assinaram ontem convênio de cooperação técnica e financeira no valor de R$ 2,6 milhões.
A proposta é ampliar as exportações de sêmen, embriões e animais vivos de US$ 823 mil obtidos em 2002 para US$ 14,8 milhões até o final de 2004. As estimativas são do diretor de relações internacionais da ABCZ, Silvio de Castro Cunja Júnior. Os alvos para exportação são África, Ásia e América Central.
Para atingir esse valor, a ABCZ estará iniciando o projeto, por meio do consórcio Brazilian Cattle Genetics, com duas empresas exportadoras. Mas, no ano que vem, outras 14 empresas estarão aptas a entrar no mercado internacional, contribuindo para o crescimento das vendas. Com isso, o setor irá gerar 600 postos de trabalho.
''Embora as metas sejam ousadas, acreditamos que este é um bom investimento'', disse o presidente da Apex, Juan Quirós. ''Já trabalhamos com segmentos da pecuária ligados à produção de carne e a proposta do setor genético complementa a nossa meta de diversificar a pauta de exportação. Esse é o caminho para fortalecer a marca Brasil no exterior, agregando valor aos nossos produtos.'' Além da Apex, o Itamaraty, as embaixadas e o Ministério da Agricultura são parceiros do Brazilian Cattle Genetics. De acordo com nota da Apex, entre as parcerias realizadas está o suporte da Divisão de Defesa Sanitária Animal.


