Uma das primeiras medidas que o governo deverá anunciar dentro da estratégia de retomada do Programa Nacional do Álcool (Proálcool) será a adição de álcool ao óleo diesel, até o limite máximo de 15%. Assim como já ocorre com a gasolina, que recebe álcool na proporção de 22%, a mistura deverá melhorar o ar das cidades e o desempenho dos motores, além de ajudar a consumir mais 4 bilhões de litros de álcool por ano, já que há previsão de superabastecimento na atual safra brasileira.
A proposta de mistura do álcool ao diesel foi apresentada por produtores ao ministro da Indústria, Comércio e Turismo (MICT), Francisco Dornelles, e começará a ser avaliada na próxima semana com a Petrobras, ministérios da Ciência e Tecnologia e Meio Ambiente e secretaria de Política Industrial do MICT. O consumo anual de óleo diesel no Brasil, usado principalmente como combustível em ônibus e caminhões, atinge 35 bilhões de litros, contra 25 bilhões de litros de gasolina e 12,5 bilhões de litros de álcool (anidro e hidratado).
Os especialistas do governo deverão definir o porcentual da mistura a ser utilizada e os locais onde ela começará a ser usada, se em todo o País ou apenas nas capitais. Ao optar pela mistura do álcool ao diesel o Brasil segue o exemplo de países desenvolvidos, que já utilizam este combustível nas frotas de ônibus. A Suécia levou do Brasil a tecnologia para o álcool aditivo nos motores a óleio diesel.

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