Curitiba - Técnicos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema) e de outras secretarias estaduais estão realizando estudos para que seja colocado em prática um projeto de remoção de estoques do agrotóxico BHC de propriedades rurais do Paraná. O produto é considerado obsoleto e sua utilização é proibida no Brasil desde a década retrasada.
O secretário de Estado do Meio Ambiente, Luiz Eduardo Cheida, comentou que o BHC era muito usado nas culturas de algodão e café, principalmente. ''Após a proibição da utilização deste tipo de agrotóxico, muitos proprietários rurais estocaram ou enterraram grandes quantidades do produto. Nossa estimativa é de que haja atualmente cerca de 1.500 toneladas de BHC escondidas no Paraná. É possível que essa quantia seja até maior'', disse.
O secretário apontou que o BHC pode provocar grandes danos à saúde humana. ''Ele pode causar desde simples tremores até alguns tipos de câncer'', alertou Cheida. ''Na fase de estudos técnicos, iremos definir várias questões. Tudo tem que ser feito com muito critério. Queremos começar a remoção até o final do ano'', disse.
Cheida ponderou que a campanha de esclarecimento para que os produtores rurais apresentem seus estoques de BHC deve ser cuidadosa. ''Tem muita gente que tem medo de falar que tem esse tipo de agrotóxico estocado, por receio de tomar multa. Teremos que fazer uma campanha eficiente'', afirmou o secretário.

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