Depois de haver obtido a prorrogação por 12 anos de uma dívida de R$ 750 milhões feita com o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) até 23 de junho passado, os cafeicultores serão beneficiados por um novo adiamento. Agora serão R$ 44 milhões, referentes a crédito de custeio da safra 2001/2002, contratados depois do dia 23 de junho, que poderão ser prorrogados por mais dois anos.

O secretário de Produção e Comercialização do Ministério da Agricultura, Pedro de Camargo Neto, informou ontem que esse débito não havia sido incluído no volume de dívidas que foi renegociado no final de outubro passado. Como os produtores que fizeram estes empréstimos depois do dia 23 de junho também enfrentam dificuldades devido aos baixos preços do café, o governo resolveu, por enquanto, adiar o pagamento dessa dívida por 60 dias. Nesse prazo, segundo ele, será estudada uma prorrogação maior, que será submetida ao Conselho
Monetário Nacional (CMN) em sua próxima reunião.



''Nossa intenção é prorrogar esse débito por dois anos'', informou. Além de obter prorrogação por 12 anos, na negociação feita no dia 31 de outubro passado, os cafeicultores também conseguiram uma redução de 3,75 pontos percentuais dos juros nos empréstimos que estiverem sendo pagos em dia. Os juros normais são de 9,5% ao ano.

Também foi adiado para 2.004 o pagamento de um empréstimo de R$ 200 milhões do Funcafé para estocar café destinado à exportação. Além disso, o setor cafeeiro teve ainda um débito de R$ 160 milhões incluído na renegociação global da dívida agrícola por 25 anos. Com a dos R$ 44 milhões de creéditos de custeio contratados depois do dia 23 de junho, o governo espera ter fechado o leque de renegociação solicitada pelo setor para que os produtores tenham fôlego para enfrentar a atual crise nos preços do café.

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