O vice-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin Filho, disse que foi montado um mutirão jurídico para manter para as 9h30 de hoje o leilão da CPFL. Das 22 ações impetradas na Justiça até 17 horas de ontem, o governo conseguiu derrubar 12. As 10 restantes ainda estavam sendo analisadas pela Justiça e acompanhadas pelos advogados da Procuradoria-Geral do Estado, da CPFL e da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), maior acionista da CPFL.
‘‘Estamos acompanhando as ações que entram na Justiça em todo o Estado a cada 30 minutos’’, afirmou o vice-governador. ‘‘Nossas equipes estão se preparando há mais de 60 dias para detectar eventuais problemas.’’
O governo paulista pediu auxílio ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para todo esse preparo, com base nos problemas ocorridos na privatização da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), cujo leilão chegou a ser adiado algumas vezes por causa de ações judiciais.
Alckmin conta que o governo confeccionou uma cartilha com todos os detalhes da desestatização da CPFL para explicar aos funcionários da empresa e à população em geral a importância da venda da companhia, ‘‘que tem excelente potencial e atua numa região econômica privilegiada’’.

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