O Ministério de Minas e Energia está estudando a possibilidade de pedir a punição dos postos de combustíveis que estiverem atuando em cartel ou praticando preços considerados abusivos contra o consumidor. O ministro Rodolpho Tourinho divulgou ontem uma nota alertando que serão ‘‘injustificáveis quaisquer aumentos de preços da gasolina que venha a ocorrer em valores superiores a 5% sobre os preços atuais na bomba’’.
Com o aumento de 7% no preço do combustível nas refinarias anunciado na semana passada o governo estima que o reajuste ao consumidor deverá ser de no máximo 5%, embora desde 1996 o preço do combustível nos postos esteja liberado. De acordo com informações da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda, a portaria conjunta que autoriza o reajuste será publicada hojeno Diário Oficial.
Tourinho reagiu contra declarações feitas por representantes dos sindicatos dos revendedores de Minas Gerais, Distrito Federal e do Pará, que calcularam em pelo menos 12% o reajuste. Segundo a nota distribuída pelo ministério, não são verdadeiras as afirmações.
‘‘Com a justificativa do aumento de preço na refinaria, o presidente do Sindicato dos Revendedores pretende, na verdade, praticar um reajuste abusivo’’, afirmou Tourinho. Ele considerou que as declarações são ‘‘mais que suficientes para retomar a discussão sobre a operação de postos próprios pelas distribuidoras’’.

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