O País está em um ‘‘círculo virtuoso’’ e poderá ter ‘‘novas rodadas de corte de juros’’. Essa é a análise do Ministério da Fazenda, divulgada ontem no Boletim de Acompanhamento Macroeconômico da Secretaria de Política Econômica do ministério. Segundo o documento, novas quedas na taxa de juros – atualmente em 16,5% ao ano – podem acontecer porque a inflação ficou abaixo do esperado e as metas fiscais estão sendo cumpridas.
A inflação fechou o semestre em 6,51%, abaixo da meta de 7%. O superávit primário (que não inclui gastos com juros da dívida pública) das contas públicas deverá ficar em 3,25% do PIB. O documento mostra que o governo continua preocupado com o desempenho da balança comercial. De acordo com o secretário de Política Econômica, Edward Amadeo, mesmo que houvesse nova desvalorização do real, as exportações não melhorariam.
As causas apontadas pelo ministério para o mau resultado na balança comercial são a importação de bens intermediários (insumos para o setor produtivo) e a queda do preço dos produtos agrícolas no mercado externo. No primeiro semestre do ano, houve superávit da balança comercial em US$ 856 milhões, o primeiro resultado positivo no semestre desde 1994. O número, no entanto, está bem distante da previsão de superávit comercial para o ano: US$ 2,8 bilhões.
Amadeo disse que não há risco de inflação de demanda. A inflação de demanda ocorre quando a quantidade de bens que podem ser produzidos pela indústria é menor do que a necessidade de consumo do mercado interno.

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