Brasília - Apesar do impasse nas vendas de soja para a China, o governo brasileiro quer ampliar o comércio e diversificar as exportações para o mercado chinês. Uma missão empresarial coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior desembarca hoje em Xangai para fechar os primeiros negócios. ''A nossa expectativa é que novos produtos passem a figurar na pauta de exportações para a China já no segundo semestre deste ano'', disse o secretário de Comércio Exterior, Ivan Ramalho.
Apesar de a balança comercial com a China ser superavitária para o Brasil, a maior parte das exportações brasileiras são de produtos básicos, de baixo valor agregado, observou Ramalho.
O governo quer incluir mais produtos manufaturados na pauta de exportação. A missão empresarial está sendo promovida pela Agência de Promoção de Exportações do Brasil (Apex-Brasil), do Ministério do Desenvolvimento. Cem empresas participarão das rodadas de negociação, nas áreas de cafés especiais, carnes, frutas processadas, sucos de frutas, vinhos, cachaça, equipamentos médicos e odontológicos, móveis, software, cosméticos, pedras e gemas, equipamentos esportivos, gás e petróleo, componentes de calçados, calçados femininos e masculinos, mármore e biotecnologia.
A China vem se consolidando como um dos principais parceiros comerciais do Brasil. No início dos anos 90, a venda de produtos brasileiros para a China somava apenas US$ 381 milhões por ano. No ano passado, as exportações chegaram a US$ 4,3 bilhões, colocando os chineses no terceiro lugar entre os países que mais compram do Brasil. Nos cinco primeiros meses de 2004, a exportação brasileira para a China chegou a US$ 2,117 bilhões.

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