Governo prepara pacote para elevar as vendas externas
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sexta-feira, 20 de outubro de 2000
Agência Estado De São Paulo 
O governo vai anunciar, durante o Encontro Nacional dos Exportadores (Enaex), dias 16 e 17 de novembro, no Rio, uma série de medidas concretas de estímulo às exportações para modificar o panorama das vendas externas brasileiras em 2001. O secretário-executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Roberto Giannetti da Fonseca, afirmou que as medidas vão mexer com todos os aspectos das exportações, incluindo tributos e logística. O governo também vai se valer de portarias e instruções normativas para a implementação do programa.
Segundo Giannetti, que participou anteontem à noite do Congresso do Instituto Nacional de Distribuidores de Aço, em São Paulo, as medidas estão sendo preparadas em conjunto pelos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, pelas gerências setoriais da Camex e pela Associação Brasileira de Comércio Exterior (AEB), que representa o setor privado nas discussões.
Gianetti anunciou, também, o lançamento, na mesma data, do Portal Brasileiro de Comércio Exterior (c-brazil.com), que vai reunir todos os sites de comércio exterior do País, tanto do governo quanto do setor privado. O secretário afirmou que ainda não tomou conhecimento de um portal tão completo em outra parte do mundo. Uma das principais vantagens, segundo ele, é a ligação direta com o Siscomex (Sistema Integrado de Comércio Exterior), onde o usuário poderá registrar exportações e importações, eliminando a burocracia e reduzindo os custos de trading.
O site, segundo Giannetti, vai reunir informações estratégicas para importadores e exportadores que permitirão ao usuário mapear os principais mercados para exportação. O setor privado também poderá fazer links no portal, que incluirá vendas on-line.
Dentro da estratégia de promover as exportações, disse o secretário, a Camex criou o Fórum de Logística Integrada para apoiar as operações brasileiras de comércio eletrônico. A questão crítica não é a venda, mas a entrega do produto com qualidade e no prazo, afirmou Giannetti. Uma das idéias em discussão é criar pontos estratégicos nos países para os quais Brasil mais exporta mais e formar depósitos para a entrega de mercadorias just in time. As empresas que quiserem exportar por meio do comércio eletrônico terão também de se estruturar com parceiros ou montar subsidiárias no exterior, afirmou.
Giannetti afirmou que o governo não pensa em elevar tarifas de importação para frear as importações. Também disse estar ao lado dos otimistas e não acredita que a balança comercial terá déficit comercial neste ano. Ele concorda com as análises que mostram que a alta das importações é resultado do aumento da atividade econômica e que não faz sentido tentar reduzir essas compras. Ou mudamos o quadro para estimular o crescimento das exportações acima das importações ou o jeito será crescer menos, afirmou Giannetti, descartando a segunda opção.


