Brasília - O ''pacote de bondades'' anunciado pelo governo há duas semanas terá sequência. Técnicos estão em ritmo acelerado de trabalho para anunciar novas medidas de corte tributário. Dessa vez, os bancos poderão ser beneficiados, como parte da estratégia do governo de reduzir o custo do financiamento. Circula também a idéia de zerar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o papel higiênico, um produto de consumo básico.
De todas as propostas, há duas em fase mais adiantada: editar uma regra de tributação especial para ''pré-empresas'' com faturamento de até R$ 3 mil mensais e um novo sistema de impostos e contribuições para o setor de previdência complementar. Também está em estudo a possibilidade de reduzir a tributação sobre o spread bancário, para baratear o custo do financiamento, e incentivos fiscais ao setor de informática.
As chamadas ''pré-empresas'', deveriam ter integrado o primeiro pacote, mas ainda faltavam alguns acertos técnicos que já foram efetuados. Trata-se de um sistema de tributação simplificado para estimular pessoas físicas a se tornarem empresárias. Por esse sistema, que também vem sendo chamado de ''empresa cidadão'' e ''Simples do Simples'', bastará uma inscrição para que a ''pré-empresa'' seja considerada formal.
O tratamento será diferente do dispensado a uma pessoa jurídica. Ela não terá de pagar nenhum tributo federal, exceto as contribuições à Previdência Social. A idéia é de que as tributações estaduais e municipais sejam as menores possíveis. Tudo somado, a pré-empresa não vai comprometer mais do que 3% de seu faturamento com tributos.

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