Governo preocupado em gerar empregos
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terça-feira, 22 de julho de 2003
Alan Maschio<br>Reportagem Local 
O secretário de Trabalho, Emprego e Promoção Social do Estado, Padre Roque Zimmermmann, cobrou ontem em Londrina, mais agressividade das agências de emprego vinculadas à secretaria na busca por vagas. Ele lembrou que o Estado não deve trabalhar somente na geração de empregabilidade, mas de postos de trabalho, efetivamente. Zimmermmann fez palestra palestra no auditório do Serviço Social do Comércio (Sesc) para cerca de 500 lideranças do setor produtivo de toda a região. O secretário está visitando cidades consideradas pólos empregatícios de macrorregiões do Estado, com o objetivo de quantificar a necessidade de geração de empregos. As visitas fazem parte da segunda etapa do Programa de Qualificação Social e Profissional do Governo do Estado.
Segundo o secretário, o governo do Estado vem realizando encontros com líderes dos setores empresarial, dos trabalhadores e do próprio executivo para ''conhecer a realidade das cidades e aprimorar o programa de capacitação profissional de acordo com ela''. Para Zimmermmann, só poderão ser definidas a quantidade de pessoas que serão capacitadas e os métodos utilizados para isso depois que o estado conhecer o tamanho do problema. Atualmente, o Paraná apresenta índice de desemprego de cerca de 10%, ligeiramente superior à média nacional, que fica na casa dos 9%.
Além de cursos gratuitos (financiados pelo Ministério do Trabalho) para capacitação profissional, o programa prevê a liberação de verbas para empréstimos a juros baixos e com menos burocracia, incentivo à indústria da pesca através do Programa Pesca Resíduo Zero, projetos para facilitação de estágios e de readequação social para ex-presidiários e menores infratores.
A expectativa do secretário de trabalho é de que até o final do mês de agosto o estado já conheça as necessidades de capacitação do Paraná. ''Depois disso, partiremos atrás dos recursos''. Segundo Zimmermmann, a secretaria dispõe de verbas para o andamento do programa. ''Não muito, mas o que faltar, e gente busca'', salientou.


