Os inúmeros tributos federais, estaduais e municipais representam mais um entrave para que o empresariado enfrente a desacelaração da economia no ano que vem. É consenso entre lideranças empresariais que tanto o governo do Paraná quanto o governo federal precisam não só baixar tributos, mas diminuir o tamanho da máquina pública e gastar menos. Segundo o setor produtivo, os gastos dos governos municipal, estadual e federal necessitam ser fiscalizados e monitorados, para uma maior eficiência nas aplicações dos recursos arrecadados dos contribuintes.
  A carga tributária brasileira recebe críticas contundentes, sendo considerada uma das maiores do mundo. O carro-chefe da proposta de Reforma Tributária para o setor empresarial não se limita a diminuição no valor dos tributos, mas no número excessivos de impostos. Hoje, os impostos pagos pelos contribuintes representam 36,08% do PIB. Fica evidente nas diversas falas dos líderes empresariais, que govenos pouco ou nada consultam a sociedade sobre possíveis mudanças para melhorar a questão tributária no país.
  No plano federal, o destino dos tributos arrecadados também é questionado. Para a área de Educação, por exemplo, lideranças empresariais defendem que o governo aplique uma política de incentivo fiscal para empresas que investirem na formação e qualificação de trabalhadores. Sem deixar, é claro, de fiscalizar as empresas que se proponham a educar.
  Para estes empresários, o Brasil enfrentará a crise financeira com mais eficiência se fizer a lição da austeridade, gastando menos com a máquina pública. Investir em infraestrutura é outro ponto, modernizando e criando novos portos, aeroportos, rodovias, hidrovias. Isto, na avaliação empresarial, diminuiria substancialmente o custo Brasil (E.P.F.).

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