Rio Uma federalização da Eletropaulo, ou seja, o retorno do controle para as mãos do governo, é uma alternativa que não pode ser descartada, segundo o presidente da Eletrobrás, Luiz Pinguelli Rosa.
A Eletropaulo, controlada pela norte-americana AES, vem sendo alvo de diversas discussões entre setores do governo (Eletrobrás, Ministério de Minas e Energia e BNDES) após ter deixado de honrar uma dívida de US$ 85 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no dia 31 de janeiro.
''A Eletropaulo não tem dívida com a Eletrobrás. A questão é do BNDES'', disse Pinguelli. ''Tomar a empresa não é um plano, mas essa é uma possibilidade que não pode ser descartada. Se o governo desejar, (a Eletropaulo) pode vir a ser administrada pela Eletrobrás'', afirmou Pinguelli.
A retomada do controle da empresa já chegou a ser cogitada pela ministra das Minas e Energia, Dilma Rousseff. Ela afirmou que o BNDES poderá fazer uso das garantias dadas pela AES no contrato de privatização da empresa paulista.
Isso significa que o banco pode assumir o controle da Eletropaulo caso a AES não honre seus compromissos. A norte-americana tem uma dívida total de US$ 1,1 bilhão com o banco.
Pinguelli, que esteve reunido anteontem com o presidente do BNDES, Carlos Lessa, e com o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Maurício Tolmasquin, afirmou ainda que o governo irá cobrar a dívida da AES judicialmente se for preciso.