Brasília- O governo acenou ontem com a possibilidade de aceitar a proposta da Força Sindical e autorizar os trabalhadores a aplicarem até 10% de seu saldo no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em ações. Essa nova modalidade de aplicação dos recursos depende também de um acordo entre as centrais sindicais e de aprovação pelo Congresso Nacional. Caso seja autorizada, a aplicação será voluntária e, como em qualquer investimento no mercado de capitais, envolverá risco de perda.
  A proposta é defendida pela Força Sindical e pela Central Geral dos Trabalhadores (CGT), mas sofre oposição da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Essa divisão ficou clara, esta semana, durante reunião do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, com os sindicalistas. Diante do impasse, Marinho decidiu marcar outra reunião para segunda-feira. Até lá, as centrais buscarão uma proposta em comum. Se houver consenso, ela poderá ser encampada pelo governo.
  Marinho convocou a reunião em uma tentativa de superar as resistências à Medida Provisória 349, que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A MP autoriza a utilização de R$ 5 bilhões do superávit financeiro do FGTS para compor um fundo de investimento em infra-estrutura e permite que seja constituído um outro fundo, por intermédio do qual o trabalhador poderá aplicar em projetos novos em infra-estrutura.

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