Governo pode negociar acordo com Microsoft
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quinta-feira, 08 de junho de 2000
France Presse De Rotterdam 
O chefe da divisão anti-monopólio do departamento americano de Justiça, Joen Klein, disse que o governo está disposto a começar sérias negociações para chegar a um acordo amistoso com a Microsoft. A empresa foi condenada a se dividir em duas companhias por causa de uma ação movida pelo governo federal associado a dezessete estados. Disse e acredito que um acordo amistoso é sempre a solução preferida nesse tipo de litígio, disse Klein durante a conferência de imprensa semanal do Departamento de Justiça. Ele acrescentou que um acordo é muito melhor, para a indústria, a sociedade e o interesse nacional, do que um longo processo legal.
Condenada pela justiça americana a ser dividida em duas sociedades, a Microsoft contra-atacou ontem adotando o papel de mártir da causa do liberalismo econômico. No dia seguinte à sentença anunciada em Washington por um tribunal federal, o presidente da Microsoft, Steve Ballmer, inverteu os papéis e acusou o juiz Thomas Penfield Jackson de ter interferido no mercado de maneira injustificada.
Seguindo ao pé da letra os comentários de Bill Gates, o fundador da empresa, feitos anteontem, Ballmer manifestou sua confiança de que o veredicto será invertido na apelação e previu, caso contrário, consequências desastrosas para os consumidores. Segundo ele, a justiça negou os direitos fundamentais do grupo, ao ordenar sua divisão em duas empresas. O tribunal federal de Washington aprovou o plano de governo norte-americano para desmantelar e regulamentar a Microsof, sem realizar nenhuma jornada de audiência de testemunhas. Ele disse que a decisão é uma contradição com as decisões passadas de tribunais de apelação e do Tribunal Supremo norte-americano há dois anos sobre a inovação e a melhoria de produtos.
Depois de um processo que durou dois anos, o juiz Jackson decidiu seguir as recomendações do Governo, que prevêem a divisão em duas companhias. Uma dessas entidades deverá assumir o sistema de operacional Windows, o mais vendido no mundo. A outra vai se dedicar aos aplicativos e ao browser Internet Explorer. Esse processo é uma interferência injustificada no mercado, um mercado que registrou um crescimento econômico nos Estados Unidos e no mundo, denunciou Steve Ballmer, em viagem pela Europa.


