Governo pode manter AGF de milho para garantir preços
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sexta-feira, 23 de março de 2001
Agência FolhaDe São Paulo 
Em reunião realizada ontem em São Paulo, o governo expôs ao setor de milho as estratégias de atuação para abril. Vai acompanhar a evolução dos negócios, como fez em fevereiro e março, e pode continuar se utilizando das medidas de AGF (aquisição de produtos) e da colocação de contratos de opção.
Sebastião Lázaro Gulla, da Corretora Gulla, que participou da reunião, diz que o governo pediu às indústrias e setor produtivo que façam estoques de milho. As indústrias têm uma linha de crédito com taxas de 8,75% ao ano.
Nas contas do governo, pelo menos 4 milhões de toneladas de milho serão retiradas do mercado, tomando como base a disponibilidade de crédito para o setor e o volume das exportações.
O governo mostrou que 1,27 milhão de toneladas será retirado com recursos de AGF e outro 1,35 milhão com contratos de opções. Já o PEP (Prêmio de Escoamento de Produto) soma 154 mil toneladas, e a securitização, 600 mil t.
A previsão do governo é de que as exportações somem 1 milhão de toneladas, um volume abaixo da previsão do mercado, que já prevê 1,5 milhão. A participação do governo e as exportações interromperam a queda do produto no mercado interno.
Gulla diz que os preços internos tiveram recuperação. A alta se deve tanto pelo aumento dos fretes como pela não disposição dos produtores em vender. Maurício de Moraes, pesquisador do Cepea, diz que o preço da saca de milho nas vendas de grandes volumes (lote) está a R$ 7,02 em Cascavel. No início deste mês estava a R$ 7,50. Em Campinas (SP), uma praça importadora, a saca está a R$ 9,63, contra R$ 8,66 no início do mês.


