Curitiba - O governo do Estado ofereceu linhas de crédito especiais para as cooperativas retomarem a Batávia, indústria de laticínios do grupo Parmalat localizada em Carambeí. O governador em exercício, Orlando Pessuti (PMDB), afirmou ontem que as cooperativas poderão ter acesso a financiamentos da Agência de Fomento, ou do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Banco Regional de Desenvolvimento (BRDE), dos quais a agência é a repassadora de recursos.
A intenção do governo é ajudar as cooperativas paranaenses Capal, de Arapoti, Batavo e Castrolanda, que hoje detêm 46% das ações da Batávia a asssumirem o controle acionário da empresa que hoje está nas mãos da Parmalat. Até agora produtores e cooperativas não foram prejudicados pela concordata da multinacional italiana. ''Não tenho notícia que os produtores paranaenses ficaram sem receber pelo leite que entregam na Batávia'', disse Pessuti.
''Mas diante da crise que se instalou a melhor solução agora seria a retomada da empresa pelas cooperativas'', acrescentou. De acordo com Pessuti, esse não seria o primeiro socorro do governo do Estado em favor de empresas paranaenses. Um exemplo é o grupo Globoaves, de Cascavel, frigorífico avícola que estava paralisado e está retornando ao mercado.
A preocupação é garantir preços justos aos produtores que estão sendo prejudicados com a queda no preço do leite em função da concordata da Parmalat, salientou. Para ele, está havendo uma manobra por parte dos laticínios que estão utilizando a crise da Parmalat para derrubar os preços do leite num momento de superprodução.
No Paraná, a crise da Parmalat será discutida na próxima-segunda feira quando a Comissão Especial instalada pela Câmara dos Deputados promove uma audiência pública, na Assembléia Legislativa, a partir das 10 horas. Vão participar da audiência representantes dos produtores, da indústria e cooperativas envolvidas.

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