Brasília - O governo pode anunciar hoje uma redução do preço do gás de cozinha na Petrobras. A decisão seria tomada após reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que deverá dar poderes para que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) implemente nova política de preços.
A idéia do governo é desvincular o preço do gás de cozinha das variações do dólar e da cotação desse derivado do petróleo no mercado internacional.
Há cerca de 15 dias, o governo começou a sinalizar que iria intervir no mercado, por causa dos reajustes feitos pela Petrobras. O ministro de Minas e Energia, Francisco Gomide, inicialmente afirmou que o problema era de margem de lucro das distribuidoras e que havia ''abuso''.
Após reunião com as empresas do setor, o ministro se disse convencido de que não havia abuso nas margens de lucro. As opções para o governo passaram a ser redução no preço do produto na Petrobras ou tabelamento. Segundo a Petrobras, depois que sai da refinaria, o botijão sofre acréscimo de R$ 14,00.
O governo chegou a informar que, para o Rio de Janeiro, o preço do gás de cozinha deveria ser de R$ 23,00. Se o governo decidir por tabelar o preço final ao consumidor, cada região do País terá um valor máximo.
Em Londrina, o botijão varia de R$ 25,00 a R$ 27,00.
Em janeiro deste ano, a Petrobras ficou liberada pelo governo para aumentar o preço dos derivados de petróleo. Desde então, a empresa tem reajustado gasolina, óleo diesel e gás de cozinha sempre que o preço de importação do produto sobe.
Segundo o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), o preço do gás subiu 44% na refinaria entre dezembro de 2001 e julho deste ano. O aumento para o consumidor no mesmo período teria sido de 29%.

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