Moscou - O governo está acertando os últimos detalhes para abrir uma rede de ''Shoppings Brasil'' ao redor do mundo. A Agência de Promoção de Exportações do Brasil (Apex), em parceria com o Banco do Brasil e entidades de classe, finalizou projeto para implementar centros de distribuição de produtos brasileiros em oito países. Segundo Juan Quirós, presidente da Apex, os primeiros ''shoppings Brasil'' serão abertos em Miami, nos EUA, e em Frankfurt, na Alemanha, já em 2005. ''Queremos colocar os clientes em contato direto com o produto brasileiro'', disse Quirós.
Os centros de distribuição vão reunir vários exportadores brasileiros, e cada um terá show room permanente e estoque de produtos. A administração será comum a todos, com um despachante para cuidar da burocracia de comércio exterior, um representante da Apex para orientar sobre o mercado, um funcionário do Banco do Brasil para cuidar de financiamento e um ou mais vendedores de cada exportador.
''A idéia é que os centros se transformem em centros de referências - os distribuidores ou varejistas nos países vão a um único lugar onde podem comprar vários produtos brasileiros'', diz Quirós. O projeto será apresentado oficialmente ao ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, no mês que vem, e pode ter a participação do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). ''O projeto será apresentado ao BNDES, para ver como o banco poderia participar.''
Exportadores de calçados, cosméticos, roupas, software, alimentos, equipamentos médicos e outros serão selecionados pelas entidades de classe para abrir lojas nos centros.
Segundo Quirós, os ''shoppings'' irão custar entre US$ 15 mil e US$ 35 mil por mês, incluindo despesas como aluguel, luz, água e funcionários. Nos primeiros 12 meses, a Apex e o BB vão pagar a maior parte das despesas. Os exportadores entrarão com um pequeno porcentual, que crescerá com o tempo.
A prioridade de instalação é das pequenas e médias empresas - as grandes empresas, em tese, têm acesso a financiamentos do BNDES para abrirem filiais no exterior sozinhas. ''Mesmo assim, queremos também ter algumas lojas-âncora, como a Natura'', diz o presidente da Apex, ressalvando que exportadores de produtos perecíveis estão fora do projeto porque os centros não vão ter estrutura de refrigeração. ''Encareceria muito o projeto'', explica Quirós. Também não serão vendidas commodities ou produtos a granel, porque o objetivo é estimular a venda de produtos com maior valor agregado.

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