Governo planeja novas concessões
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sexta-feira, 06 de março de 2015
Ricardo Leopoldo e Francisco Carlos de Assis<br> Agência Estado 
São Paulo - O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, disse ontem que o governo pretende lançar no primeiro semestre, possivelmente "até o final de abril", novas rodadas de concessões de rodovias. "Há um objetivo de ampliar as concessões públicas para o setor privado. Temos também como foco ampliar as concessões de aeroportos e ferrovias", destacou o ministro.
Ele ponderou que para viabilizar as concessões é importante que haja financiamento disponível para o setor privado. "O maior desafio de engenharia financeira são os seguros para projetos", comentou.
O ministro mostrou que está otimista com a participação de grandes companhias nas concessões em infraestrutura, depois de ter sido questionado se a Operação Lava Jato não atrapalharia o interesse de empreiteiras de participar nesse processo neste ano. "O Brasil tem capacidade de executar concessões independente de problemas temporários de algumas empresas", disse.
Barbosa disse também que há uma avaliação positiva do mercado em relação às expectativas para o IPCA, especialmente para depois deste ano. "A pesquisa Focus indica aumento temporário da inflação, mas desaceleração em 2016", afirmou. O levantamento, realizado pelo Banco Central, apontou na segunda-feira passada que a mediana das projeções para o índice de preços para 2015 subiu de 7,33% para 7,47%, enquanto baixou para o ano que vem de 5,60% para 5,50%.
O ministro também destacou que a Focus mostrou que o mercado espera "crescimento negativo" do PIB em 2015, mas estima uma boa melhora em 2016. De acordo com a pesquisa realizada pelo BC, a mediana das projeções aponta uma piora na perspectiva de retração do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, ao passar de uma queda de 0,50% para 0,58%. Contudo, foi mantida em 1,50% a expectativa de expansão da economia no próximo ano.
"Podemos estar enfrentando dificuldades no momento, mas o Brasil tem um potencial bem maior de crescimento e de oportunidades de investimentos", comentou o ministro. "O país tem uma grande capacidade de evolução. Após o nível de atividade passar por variação significativa, tende a se recuperar de 9 a 12 meses depois."


