Governo pensa em terceirizar as buscas
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terça-feira, 03 de abril de 2001
De Curitiba 
A Agência de Fomento, responsável pela cobrança dos créditos de difícil recuperação herdados do Banestado, estuda uma maneira de agilizar a forma de pressão em cima dos devedores. Uma das alternativas é passar o serviço operacional para empresas terceirizadas. Não vamos terceirizar a cobrança, mas poderemos passar alguns serviços para outras empresas. Não temos tantas pessoas para ir atrás dos créditos, afirmou o presidente da Agência de Fomento, Antonio Carlos Araújo.
Ele afirmou que será trabalhoso localizar os devedores e analisar todos os 15 mil processos. Mais difícil ainda será receber. Os créditos de difícil recuperação levam este nome devido a uma análise feita por técnicos e diretores do próprio banco. Eles avaliaram os empréstimos feitos na época e concluíram que algumas empresas se encontravam em dificuldades e muitas já tinham decretado falência ou fechado as portas. Havia empréstimos que foram liberados sem critérios e que sequer levaram em conta a capacidade financeira das empresas.
Por determinação do Banco Central, o governo do Estado ficou com os créditos mais difíceis de serem recuperados. Araújo estima que seja possível reaver 30% do total de R$ 1,1 bilhão, ou seja, R$ 330 milhões. O valor dos créditos que foram repassados ao Estado é de R$ 1,8 bilhão, mas R$ 700 milhões se referem à carteira imobiliária e ao extinto Banco de Desenvolvimento do Paraná (Badep).
Segundo Araújo, entre os contratos que serão cobrados estão dívidas de programas como o Pronaf (agricultura familiar), Finame (financiamento de maquinário), Panela Cheia (agricultura), entre outros.(C.M.)


