Brasília - O novo acordo do governo brasileiro com o FMI (Fundo Monetário Internacional) está caminhando bem, ''com senso de urgência'. A afirmação foi feita ontem pelo ministro Pedro Parente (Casa Civil), após encontro com o ministro Pedro Malan (Fazenda).
''Em função deste mercado, em que às vezes fala e não se confirma, estamos tomando bastante cuidado. Mas, estamos confiantes'', disse Parente, sobre as negociações em Washington. Apesar da confiança, ele afirmou que não tem condições de falar em prazo para a conclusão do acordo.
O ministro afirmou que é muito importante, neste momento, que os candidatos à Presidência da República expressem com clareza as suas posições com relação à política econômica e o acordo. Mas, na sua opinião, não seria preciso um posicionamento formal dos candidatos, porque quem tem que assinar este acordo é o atual governo.
Parente disse que já tem visto manifestações dos candidatos e de seus representantes na ''direção do que é importante para o país' e que o presidente Fernando Henrique estará sempre disposto a fazer o que for necessário para que transição do governo seja a mais tranquila possível.
Questionado sobre a possibilidade deste governo vir a conversar com o deputado Aloisio Mercadante (PT-SP) sobre governabilidade, Parente disse que há disposição em conversar sempre. ''Não haverá problema em conversar com ele ou qualquer outro representante de outros candidatos'', afirmou.
Sobre a escassez recente das linhas de financiamento para o país, Parente disse que a questão chave é a expectativa. Ele lembrou que, ontem, apenas pelas declarações positivas do secretário do Tesouro norte-americano, Paul O'Neill, e pelas discussões concretas com o FMI, a taxa de câmbio já está em queda, ''depois do surto de irracionalidade que chegou a R$ 3,60''.

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