O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, comentou ontem, o pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para que a população brasileira consuma. ''O presidente fala de quem pode consumir. Daquela pessoa que pode comprar o presente de Natal, trocar de carro. Tudo isso para que a economia do País não páre''. Ele nega que a crise financeira internacional tenha chegado ao Brasil. ''A crise não chegou mas precisamos trabalhar para que, se isso acontecer, os efeitos sejam menores''.
Questionado se a crise não chegou ao país, uma vez que muitas empresas estão fechando as portas ou demitindo funcionários, a exemplo da Hussmann em Londrina que na semana passada demitiu 228 operários em Londrina e do polo moveleiro em Arapongas que também já demintiu mais de mil funcionários, Paulo Bernardo negou mais uma vez a crise. Ele não considera que o fechamento da Hussmann seja influência da crise. ''A empresa fechou as portas nos Estados Unidos e fechou aqui também. Nada mais natural''.
O ministro comentou apenas a situação do setor moveleiro de Arapongas, que segundo ele está com pouco crédito. ''Eles estão sem capital de giro, mas o BNDES liberou R$ 90 milhões em todo o Brasil e deve liberar mais R$ 110 milhões para o próximo ano. O que foi solicitado é um acesso a essas linhas de crédito e estamos estudando a situação''.
Paulo Bernardo fez um balanço positivo do ano, que segundo ele, gerou 2 milhões e 100 mil empregos com carteira assinada no País. ''O Brasil está restabelecendo o crédito. Estamos lançando um grande programa de habitação que vai beneficiar pessoas de classes mais baixas, entre dois e cinco salários mínimos. Não podemos ficar parados , olhando para a economia. Temos que arregaçar as mangas.''
O ministro fez uma avaliação da situação da economia nos últimos meses. ''Até setembro a economia estava muito acelerada. Agora houve uma desaceleração e a previsão é baixar as taxas de juros''. Ele ressalta que as ações do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) estão mantidas em todo o Brasil. ''São 2.200 ações sendo tocadas em todos os municípios do País, com obras sendo finalizadas em 2009. O governo não vai interromper os recursos do PAC. Estamos fechando o ano com as contas em ordem. É uma situação muito positiva''.

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