Brasília O diretor do Departamento de Defesa Vegetal do Ministério da Agricultura, Odilson Ribeiro, pediu ontem à missão técnica da China que visita o País que ''interceda junto ao ministério da Agricultura daquele país para que o governo chinês dê uma resposta sobre a proposta brasileira de certificação''. A proposta do governo brasileiro é informar à China que, caso seja encontrada soja geneticamente modificada no lote, o grão seria considerado seguro pela CTNBio.
Segundo Ribeiro, a China já compra soja transgênica Roundup-Ready produzida na Argentina e nos Estados Unidos. Ribeiro disse que os técnicos prometeram interceder pelo Brasil junto ao ministério da Agricultura chinês. ''Ele (o chefe da missão, vice-diretor do departamento de produção vegetal da China, Sui Pengfei) disse que o assunto está bem encaminhado e que, em princípio, há uma boa disposição em aceitar a certificação brasileira. Mas admitiu que os chineses podem fazer pequenas alterações no texto'', disse Ribeiro.
O grupo, formado por 14 pessoas, veio conhecer e discutir questões relacionadas à produção de soja no Brasil. O grupo chegou ao Rio de Janeiro na sexta-feira e ficará no País até o dia 22. Os chineses visitarão regiões produtoras de soja em Cuiabá e Campo Mourão, respectivamente Mato Grosso e Paraná. Em Mato Grosso, os técnicos visitarão instituições e serão recebidos por autoridades locais.
A proposta do Brasil de certificação provisória foi encaminhada ao governo chinês no dia 12 de dezembro do ano passado. A certificação provisória vale para os embarques de soja para a China entre 30 de dezembro de 2002 e 20 de setembro de 2003.
Ele explicou que, de acordo com o modelo proposto, na certificação provisória, o Brasil apresentaria uma avaliação conclusiva de técnicos do governo brasileiro e uma nota.
O fato de os chineses não terem se pronunciado até o momento sobre a proposta brasileira de certificação provisória para a soja não afetou as exportações. ''A grande maioria da soja brasileira já foi exportada; os exportadores estão agora fechando os contratos para embarque nos próximos meses'', conta Ribeiro.
Após 20 de setembro de 2003, a China só importará soja de países que possam certificar lote por lote a existência ou não de grãos geneticamente modificados. A certificação não será mais provisória, como a exigida atualmente, mas sim um sistema mais complexo, com avaliação de cada embarque.

mockup