A equipe econômica do governo passou o dia de ontem ‘‘explicando’’ que o novo acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) não modifica as metas de inflação já estabelecidas – de 4% para este ano e de 3,5% para 2002, com variação de dois pontos para cima ou para baixo. Também não faltaram explicações sobre o aumento do superávit primário (receita menos despesa, exceto os juros da dívida), que passou de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) para 3,35% neste ano e 3,5% no período de 2002 a 2004.
‘‘Nós não mudamos a meta. A meta para este ano, anunciada em 99, é de 4%, com margem de dois pontos percentuais. Nós deixamos claro que havia essa margem, caso fosse necessário usá-la quando o País se defrontasse com determinados choques externos ou de oferta.’’ O diretor de Política Econômica do BC, Ilan Goldfajn, disse que não haverá nenhuma alteração na política monetária. ‘‘O que fizemos no acordo com o FMI foi colocar o valor de 5,8%, que era nossa última projeção do relatório de inflação.’’

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