O deputado estadual Tercílio Turini (PPS), que acompanhou de perto da CPI do Pedágio da Assembleia Legislativa, considera "absurdo" pensar em renovar os atuais contratos. "Eles não têm crédito junto à sociedade. Estão explorando há 18 anos e é uma decepção. São um custo grande na atividade produtiva, principalmente no transporte dos grãos", afirma. Ele apresentou um projeto que tramita na Assembleia, segundo o qual, para fazer prorrogação ou nova licitação, é preciso autorização legislativa. "Essa é uma questão que precisa de debates públicos."
Turini ressalta que outro projeto de autoria dele, criando o "pedagiômetro", foi arquivado pela Comissão de Justiça da Casa. "Os dados sobre o faturamento nas praças de pedágio, sobre o número de veículos que passam por elas, são fornecidos apenas pelas concessionárias. Não há controle. Meu projeto visava implantar um sistema para mostrar quantos carros passam e quanto é arrecadado".
Para ele, o certo é deixar os convênios de delegação das estradas e as atuais concessões vencerem. E, depois, na opinião dele, a União deveria fazer novas concessões. "Lamentável a posição da Faep. Está na contramão do que os paranaenses pensam sobre o assunto", afirma.
A assessoria da Casa Civil do Paraná nega que o governo esteja procurando as entidades para tratar deste assunto. "Ao contrário. Foram as entidades do setor privado que procuraram o Estado para reiniciar o debate sobre as concessões", afirma nota enviada à redação. O governo sustenta que apenas fez o "meio de campo" para que os empresários entregassem ao Ministério dos Transportes um ofício solicitando a renovação da delegação.
A assessoria diz que o governo não quer devolver as rodovias para a União. "Perderíamos a autonomia para estabelecer um planejamento de obras que contribuam para alavancar a economia e reduzir os gargalos logísticos que o Estado ainda tem", diz o documento.
O governo não considera adequado fazer comparação entre as concessões estaduais e as federais, que têm "outro modelo". As feitas pela União, segundo a nota, são "basicamente para manutenção de estradas". "Em diversos casos a União concede trechos depois de reformá-los. É bastante diferente do que ocorre no Paraná, onde as empresas têm que dar contrapartida em obras estruturantes". (N.B.)

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