O secretário da Fazenda e presidente da Copel, Ingo Hubert, garantiu ontem que não há possibilidade de o governo recuar na privatização da Copel, mesmo diante das desistências ocorridas ao longo da semana. ''Ainda há grandes empresas na disputa. A Tractbel, por exemplo, é uma gigante'', afirmou Hubert, ao justificar a saída confirmada da Endesa, EDF e AES e ainda as últimas informações de que a alemã RWE e o consórcio brasileiro VBC teriam desistido.
Hubert disse que ainda não há confirmação da desistência do VBC, apesar de o presidente do grupo Votorantim, Antonio Ermírio de Moraes, ter admitido que o consórcio não terá cacife para entrar sozinho na disputa. Já a RWE estaria prestes a entregar a carta de desistência, segundo informou fonte do Palácio Iguaçu.
Para o presidente da Copel, há uma série de boatos e informações especulativas no mercado financeiro que não podem ser levadas em conta. ''Sempre num processo de desestatização aparece de tudo. Há muita especulação'', afirmou ontem.
Um anúncio cifrado publicado ontem na seção de classificados de jornal curitibano insinuava que a Duke Energie será a vencedora do leilão, em 31 de outubro. ''Pato Elétrico Yank ganha presente no Paraná dia 31 de outubro''. Pato em inglês é duck, numa referência sonora à Duke. O anúncio era assinado pelas iniciais G.A.C. Aknaton. Há um mês foi a vez do senador Roberto Requião espalhar a informação de que havia um esquema armado para a alemã RWE, a mesma que teria desistido, de ser a vencedora do leilão.
Segundo Hubert, em recente visita feita às empresas de energia na Europa ele teria ouvido delas o interesse na privatização, que está marcada para 31 de outubro. Ele afirmou ainda que a alta do dólar acaba sendo um ponto favorável às empresas estrangeiras na hora de comprar a Copel, pois elas têm seus faturamentos e financiamentos em moeda norte-americana. (C.M.)

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