Governo não quer `repetir o passado´ em novos contratos de pedágio
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quarta-feira, 27 de novembro de 2019
Mariana Franco Ramos - Grupo Folha 

Curitiba - O governo do Paraná e o governo federal iniciaram nessa terça-feira (26) a primeira etapa do novo programa de concessão de rodovias federais e estaduais no Estado. O secretário nacional de transportes, Marcelo da Costa Vieira, e o secretário de Estado da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, apresentaram, durante evento no DER (Departamento de Estradas e Rodagem), a modelagem para o contrato.
Conforme sinalizado em agosto, serão licitados 4,1 mil quilômetros até 2021, ano em que o atual acordo termina. Além das estradas que englobam o Anel de Integração, serão incluídos os trechos paranaenses das BRs 163, 153 e 476. Sandro Alex diz que a gestão Ratinho Júnior (PSD) também tem o desejo de ampliar a capacidade das PRs 092 (Norte Pioneiro), 280 (Sudoeste) e 323 (Noroeste).
"O governo está tratando com muita seriedade e podem haver lotes diferentes. Com certeza a prioridade são menores tarifas e mais investimentos (...) Alguns países não têm nem 4,1 mil quilômetros. O Paraná tem a dimensão de um país e grandes empresas devem participar. É possível que cheguemos a seis lotes, mas isso os estudos que vão direcionar", afirma o secretário de Estado.
Ainda segundo ele, a União assinou com o Executivo estadual um "memorando de entendimento". "Cada um formou um grupo de trabalho para garantir uma modelagem moderna. Estamos propondo no lote de concessões do Paraná, que é o maior do Brasil, uma modelagem híbrida, com menores tarifas, não só maior valor de outorga, que garanta valores corretos, justos aos usuários e investimentos importantes", explica.
Alex destaca que o projeto foi lançado na Bolsa de Valores de Nova York e que o governador tem percorrido países na Europa apresentando a proposta. "Estamos tendo procura de grandes empresas internacionais que querem disputar esse leilão". O governo Bolsonaro pagou R$ 62 milhões para a EPL (Empresa de Planejamento e Logística) desenvolver o estudo. O cronograma é de sete meses.
O objetivo, na avaliação do secretário, é "não repetir o passado", quando os preços altos cobrados, a não realização de obras e a assinatura de aditivos resultaram em uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na AL (Assembleia Legislativa).
Sobre a cobrança para que o pedágio seja mais barato, Costa Vieira fala que é o que todos querem, entretanto, depende de uma série de cálculos. "A gente vai fazer uma análise do tráfego atual, projetar para o período do projeto e verificar todas as interferências e melhorias que tem de fazer nas rodovias, quer seja para aumentar a capacidade, quer seja para trazer segurança ao usuário. Temos sete meses para terminar essa fase de estudos de engenharia e concessão", completa.


