Governo não pretende baixar mais o preço de combustível
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segunda-feira, 14 de julho de 2003
Das agências 
Vitória - A Petrobras não pretende mexer no preço da gasolina a curto prazo, a não ser que haja alterações relevantes no mercado internacional de petróleo. O presidente da estatal, José Eduardo Dutra, disse que, ao contrário de análises independentes, a Petrobras entende que o preço da gasolina no Brasil está equiparado à cotação internacional do combustível.
''Por isso a Petrobras não vai baixar o preço da gasolina hoje, com o barril de petróleo a US$ 29'', declarou. Quando questionado se esse ''hoje'' significava o dia 14 de julho ou a curto prazo, ele respondeu: ''Não podemos ter um preço à mercê da volatilidade do mercado. Temos de ter um preço que dure pelo menos dois ou três meses''.
Perguntado se seria o prazo adequado para manutenção do preço atual da gasolina, Dutra foi evasivo. ''O que eu disse não é uma definição de prazo, mas uma explicação de que o preço não pode ser alterado a cada dia em função da volatilidade do mercado'', explicou.
O mercado esperava uma queda do preço nas últimas semanas - a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff chegou a dizer, por duas ocasiões, em Minas Gerais e em Brasília, que ela ocorreria. Mas o governo retrocedeu e decidiu aguardar a situação do mercado internacional se estabilizar. A justificativa dada à época foi a greve dos trabalhadores do setor de petróleo na Nigéria, que elevou a cotação do produto no mercado externo.
GLP - A Petrobras poderá entrar no mercado de distribuição de GLP (gás de cozinha) para aumentar a concorrência do setor e pressionar a queda dos preços atuais. O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, José Tavares, afirmou ontem que essa participação será estimulada através da nova regulamentação desse mercado. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) deverá colocar o texto de duas portarias, com as novas regras para o setor, em discussão ainda nesta semana com o objetivo de incentivar a entrada de mais empresas no mercado. ''A idéia é criar um sistema de regras que, se for conveniente para a Petrobras, ela entrará nesse mercado (de distribuição de gás)'', afirmou.


