Agência Estado
De São Paulo
O governo não vai liberar a importação de combustíveis enquanto a reforma tributária não for aprovada. A informação é do presidente da Agência Nacional do Petróleo (ANP), David Zylbersztajn. Segundo ele, a importação em meio a um sistema de tributação que já dá margem à sonegação provocaria ‘‘um caos’’. O governo também não quer a redução nos preços dos combustíveis, mesmo que o preço do petróleo venha a cair. ‘‘Combustível barato cria a falsa impressão de conforto’’, disse Zylbersztajn. Para ele, é preciso estimular o transporte coletivo.
Zylbersztayn disse que, a partir o imposto único, seria cobrado na refinaria ou na entrada do produto estrangeiro. Com isso, o consumidor poderia escolher. Com a reforma tributária, disse, é possível também evitar a adulteração do combustível, já que a mistura com solventes é feita por quem quer se livrar da Parcela do Preço Especifico (PPE), um imposto cobrado na gasolina e diesel utilizado para manter subsídios.
O presidente da ANP defendeu o estímulo do uso do transporte coletivo ‘‘por questões ambientais e econômicas’’. Para ele, é preciso evitar que cidades como São Paulo fiquem intransitáveis. Zylbersztajn disse ainda que a alta do dólar não significa que os preços dos combustíveis podem subir. Segundo ele, o valor do petróleo varia em torno de diversos fatores.
Com a aproximação do inverno no hemisfério norte, por exemplo, o nível de estocagem pode aumentar. A recuperação da economia asiática também influencia. Zylbersztajn contou ainda que até mesmo a expectativa de problemas com o bug do milênio estão provocando o aumento de estocagem de petróleo no mundo.

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