Governo não desistiu do regime único
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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2003
Agência Estado 
Brasília - O ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu, desautorizou ontem o ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, que anteontem havia admitido que está praticamente abandonada a idéia de adotar um regime único de Previdência na reforma do setor , que inclua trabalhadores dos setores público e privado. Dirceu garantiu que o governo não desistiu de adotar, no serviço público, o teto de R$ 1.561,00 que já vale para a iniciativa privada. O ministro da Casa Civil afirmou também que não há decisão sobre a manutenção da alíquota de 0,38% da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) em 2004, uma possibilidade admitida no conselho pelo ministro da Fazenda, Antônio Palocci.
O governo não abriu mão de nada. Tirar conclusão de que vai manter a CPMF ou não, ou que vamos abandonar a unificação da Previdência, não corresponde ao que foi debatido. É uma conclusão equivocada, afirmou Dirceu, após encontro com o presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP). Na quinta-feira, Berzoni e Palocci fizeram uma exposição aos 82 integrantes do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, que ficará encarregado de discutir as reformas da Previdência, tributária e trabalhista. Palocci admitiu a manutenção da atual alíquota da CPMF apenas como uma possibilidade entre outras.
Acho que é precipitado deduzir das intervenções do ministro Palocci e Berzoini que o governo abriu mão desta ou daquela posição, principalmente de ter um regime único no País, alegou o ministro Dirceu.


