Governo não cogita IOF para nenhuma modalidade
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sexta-feira, 29 de maio de 2009
Beatriz Abreu<br> Agência Estado 
Brasília - O governo não está cogitando implantar a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para nenhuma modalidade de ingresso de capitais, principalmente para aplicação em títulos públicos, afirmou ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Existe a entrada de capital, mas essa entrada é vista como fato positivo, afirmou. Esse movimento de capitais demonstra que o Brasil é um país seguro, na avaliação de Mantega.
Ele insistiu que o ministério da Fazenda não considera que, neste momento, a cobrança do IOF seja necessária. Os recursos externos, como explicou, estão direcionados à Bolsa de Valores ou para investimentos diretos, o que é considerado um movimento saudável. Mantega defendeu o ingresso de capitais para a Bolsa porque se trata de um volume de recursos que facilitará a realização de IPOs (abertura de capital) por parte de empresas brasileiras. Em breve, as empresas poderão retomar as IPOs, disse ao se referir à oportunidade de as empresas aproveitarem esse dinheiro barato para fazer novas emissões.
O ministro comentou, ainda, que o fluxo de recursos que segue para a renda fixa é baixo. Não justificaria neste momento a implantação do IOF, disse Mantega. Esta semana, o Banco Central divulgou que ingressaram até o dia 26 de maio a soma de US$ 811 milhões para aplicações financeiras de renda fixa e outros US$ 2,3 bilhões para a Bolsa.


