Governo mira economia de R$ 200 milhões
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quinta-feira, 14 de junho de 2012
Adriana De Cunto <br>Equipe da Folha 
Curitiba - Um novo programa de gestão que será implantado pelo governo do Paraná poderá significar uma economia de R$ 200 milhões aos cofres do Estado. O convênio entre o Movimento Brasil Competitivo (MBC) e o governo estadual para implantação do Programa Modernizando a Gestão Pública (PMGP) foi firmado em solenidade ontem de manhã no Palácio Iguaçu, em Curitiba, com a presença de cerca de 60 empresários.
O projeto é financiado por empresários que bancam os custos das consultorias contratadas pelo MBC, organização criada pelo empresário Jorge Gerdau para apoiar iniciativas de instituições públicas que desejam revisar seus processos administrativos para ganhar eficiência. ''Temos adotado medidas de muita austeridade. No entanto, entendemos que precisamos avançar mais'', afirmou o governador Beto Richa.
Os consultores contratados pelo MBC atuarão nas diversas secretarias com o objetivo de modernizar a gestão pública, tornando-a mais eficiente e econômica. Outros estados brasileiros e municípios já trabalharam em parceria com o Movimento Brasil Competitivo. Onze empresários se empenharam no projeto e doaram R$ 3 milhões para cobrir as despesas da primeira fase da consultoria, que diz respeito à redução das despesas. O diretor-presidente da MBC, Erik Carmano, acredita que novos doadores vão se interessar em abraçar o projeto com a divulgação da implantação da primeira fase de trabalho. Segundo ele, o valor total do programa custará R$ 16,6 milhões.
A proposta é que ao final da implantação das sete etapas do programa, com previsão de duração de 17 meses, as mudanças gerem economia de no mínimo R$ 200 milhões. ''Vamos ter acesso aos gastos das principais pastas e trabalhar para otimizar as despesas. Fazer mais com menos'', explicou Carmano. O MBC espera que, com o programa, o governo do Paraná amplie as receitas, diminua as despesas e desenvolva entre os secretários, diretores e servidores uma nova cultura de gestão pública que permaneça como modelo para os próximos administradores.
Sete etapas estão previstas, começando pela redução de despesas, seguida do aprimoramento do processo de gestão da folha de pagamento, aumento das receitas, estrutura do programa para parcerias público-privadas, estratégia, estruturação de escritórios de projetos e atração de investimentos. Nessa primeira fase, todos os contratos do governo do Estado serão analisados pelos consultores. A classe empresarial terá acesso ao andamento das consultorias, por meio de reuniões trimestrais. Os responsáveis pelo projeto serão as secretarias da Casa Civil, Administração e Previdência, Fazenda, Indústria e Comércio e Assuntos do Mercosul.


