Pela assessoria de imprensa, o governo do Estado minimizou os aumentos de impostos. Diz que fez apenas "equiparação" de ICMS em relação a outras unidades da federação. "Em relação ao IPVA, o Paraná continua aplicando uma alíquota inferior a muitos estados", afirma. Por causa disso, o governo ressalta que "não identifica" perda de competitividade das empresas paranaenses. "E alguns dados demonstram tal afirmação. O primeiro é que o Paraná foi o estado que mais criou empregos com carteira assinada no País nos cinco primeiros meses de 2015", afirma a nota enviada à redação.
A assessoria também sustenta que o Paraná foi o único Estado – entre 14 pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) – que registrou aumento da produção industrial em abril, chegando a 1,4%, contra queda de 1,2% na produção nacional.
O governo relata ainda que os aumentos de impostos fazem parte de um ajuste fiscal que começa a dar os primeiros resultados positivos. "A receita corrente do Estado chegou a R$ 12,3 bilhões (no primeiro quadrimestre de 2015), com crescimento nominal de 10,58% no período, ou 2,44% de incremento real". O resultado teria sido puxado, principalmente, pelo aumento na receita tributária, que "de janeiro a abril foi de R$ 8,6 bilhões e apresentou aumento nominal de 12,51% e real de 4,18%, na comparação com igual intervalo do ano passado".
As despesas correntes, segundo a nota, cresceram menos. "Passaram para R$ 10,8 bilhões, o que representa uma variação nominal de 1,33% e uma redução de 6%, se considerada a inflação do período".
Também teriam contribuído para o resultado o "contingenciamento de recursos (atualmente o total contingenciado soma R$ 8,24 bilhões) e a transferência de 31 mil aposentados e pensionistas para o fundo previdenciário, que desonerou o Poder Executivo do pagamento de R$ 121 milhões por mês". (N.B.)

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