Governo mantém sigilo sobre gado importado
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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2001
Vânia Casado De Curitibas 
O Ministério da Agricultura vem mantendo sigilo a respeito dos registros de importação de bovinos de países europeus entre as décadas de 1980 e 1990. Sabe-se, extra-oficialmente, que o Paraná tenha cerca de 697 animais de procedência européia que foram importados nesse período. O rastreamento completo dos animais importados da Europa serão apresentados à missão oficial dos países do Nafta, chefiada pelo Canadá, que chegou ontem em Brasília.
Ontem, o Ministério da Agricultura proibiu a venda, abate e transferência para outras propriedades de animais importados. A medida foi recebida no Paraná como mais um reforço na prevenção à ocorrência da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida como a doença da vaca louca.
Para o presidente da Federação das Associações de Produtores (Fepac), Ugo Rodacki, a proibição da venda e abate não terá prejuízos econômicos significativos. Segundo ele, os animais importados devem estar em média com 10 anos e o valor de mercado desses animais já está depreciado. Se existe disputa, é pela descendência desses animais disse o criador.
Para o médico veterinário, Alexandre Jacewicz, assessor da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), o ministério adotou medidas fortes e duras no reforço do monitoramento do rebanho de animais importados. É claro que individualmente existem prejuízos econômicos, admitiu Jacewicz. Mas essas medidas são necessárias para zelar pelo rebanho nacional de 160 milhões de cabeças que estão sadias, acrescentou.
Para Jacewicz, a proibição da comercialização de animais importados revela que o Ministério da Agricultura está encarando o problema da doença da vaca louca com seriedade e essa proibição já deveria ter sido adotada na Europa há muito tempo.


