Governo mantém redução gradual da taxa de juro
BRASÍLIA - O governo decidiu, mais uma vez, recorrer à cautela e manter inalterado o gradualismo na redução das taxas de juros da economia. Ontem o presidente do Banco Central, Gustavo Loyola, garantiu que não existe nenhum motivo que justifique uma correção das taxas de juros e comprovou que a política do governo não muda. Os juros continuarão caindo de forma gradativa e não há motivo para alterar a política do governo, disse ao final da reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN).
Loyola explicou que esta orientação foi definida na decisão de manter em 1,90% a taxa de juros que o Banco Central cobra para socorrer as instituições financeiras (TBAN) e, ao mesmo tempo, na redução de 1,78% para 1,74%, dos juros básicos da economia para dezembro, definidos pela Taxa Básica do Banco Central (TBC).
O desdobramento desta postura de cautela com relação aos juros de curto prazo se verificou também na decisão de ontem do CMN de manter inalterado em 0,95% o chamado redutor da TR, a Taxa Referencial para o mês de maio. Depois da queda no redutor para o mês de dezembro, fixado em 0,85% (quanto menor o redutor maior o ganho da caderneta de poupança e maior a variação das dívidas corrigidas pela TR), a equipe econômica reverteu esta tendência e corrigiu o redutor para 0,97% em janeiro, para 0,96% em fevereiro e 0,95% para março, abril e maio.
Mas o sinal claro que queremos deixar para o mercado é de continuidade do processo de queda gradual dos juros, insistiu Loyola. O presidente do BC explicou ainda que é importante entender bem o que o governo definiu para a TBAN e para a TBC. Segundo ele, as funções das duas taxas são diferentes, embora complementares na definição do comportamento dos juros no mercado.
Bancos O governo federal está disposto a conceder aos bancos estaduais que vierem a ser privatizados, tratamento privilegiado no que se refere à obrigatoriedade de aplicar recursos das cadernetas de poupança em financiamentos para habitação. A possibilidade de tornar mais flexíveis as normas operacionais para facilitar a venda de bancos estaduais foi aberta ontem pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), ao conceder ao Banerj prazo de seis anos para cumprir as exigibilidades de aplicação na área habitacional, após a privatização.
A resolução do CMN foi anunciada pelo presidente do Banco Central, Gustavo Loyola. Ele admitiu que o mesmo tratamento pode ser estendido depois ao Banespa. O presidente do BC informou que o Banerj privatizado terá até o ano 2.002 para cumprir a exigência de aplicar em financiamentos à moradia 70% dos recursos captados em caderneta de poupança. Segundo Loyola, o acordo firmado recentemente com o governo de Minas Gerais prevê que norma semelhante poderá ser aprovada também para o Credireal, outra instituição estadual cujo controlador já optou pela transferência à iniciativa privada. A privatização do Banerj está prevista para dezembro próximo.





