Governo mantém previsão de expansão de 4%
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 31 de maio de 2005
Agência Brasil 
Brasília - O governo não vai alterar a perspectiva de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano, apesar do resultado apresentado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo o secretário de Política-econômica do Ministério da Fazenda, Bernard Appy. O Instituto mostrou que o país obteve crescimento de 0,3% no primeiro trimestre de 2005, em relação aos últimos três meses do ano passado. A previsão do ministério da Fazenda é que a economia brasileira cresça 4% até o final do ano.
''(O resultado) está dentro do cenário esperado pelo governo. Não tem nenhuma surpresa muito grande o resultado que apareceu este trimestre. A última projeção de crescimento do governo é de 4%. Não foi alterada. Não há nenhuma revisão da projeção de crescimento do governo até agora'', afirmou.
Appy avaliou também que o resultado não compromete a perspectiva de crescimento futuro. ''Acho que esse é o ponto mais importante. Todos os fundamentos da economia estão colocados de modo que o ciclo de crescimento continue ao longo dos próximos meses, nos próximos trimestres, e crescimento com estabilidade econômica, que é o compromisso desse governo'', disse.
O ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, não acredita que a redução no crescimento do Produto Interno Bruto, que ficou em 0,3% no primeiro trimestre deste ano, signifique redução à vista no mercado de trabalho. Embora diga que o número ''não nos agrada'', defende que avaliar bem a questão é comparar o resultado de 12 meses com 12 meses e o trimestre com o mesmo período do ano anterior. Berzoini entende que o País está caminhando num ritmo de convergência para a perspectiva de crescimento do PIB este ano.
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que é natural a redução da taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). ''A impressão que nós tivemos é de que há uma acomodação, depois de um crescimento expressivo, particularmente no segundo semestre do ano passado'', afirmou o ministro, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Também participaram os ministros Antonio Palocci, da Fazenda, e José Dirceu, chefe da Casa Civil.
Bernardo destacou que o levantamento ''mede a situação do momento'' e que trouxe resultados positivos em relação às importações e exportações. Para ele, o resultado não é preocupante porque, no ano passado, os indicadores também mostravam uma desaceleração na economia do País. ''Nós temos tradicionalmente no segundo semestre um desempenho melhor'', disse.
Segundo o ministro, Lula manifestou preocupação com a queda no consumo das famílias mostrada pela pesquisa. ''Nós achamos que é um dado relevante que precisa ser examinado '', afirmou Bernardo.


