O governo ainda não pensa em rever a projeção de crescimento da economia para esse ano, mesmo depois do aumento nos juros e da piora no cenário internacional. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Amaury Bier, acredita que o País registrará um aumento de 4,5% no Produto Interno Bruto (PIB), que contabiliza todas as riquezas produzidas, como previsto para esse ano.
Na avaliação de Bier, a economia hoje está crescendo a taxas superiores ao esperado pelo governo e a combinação nociva de juros mais altos e crise internacional vai reduzir esse ritmo, mas haverá uma desaceleração que comprometa o crescimento de 4,5% esse ano. ‘‘A economia está indo muito bem esse ano’’, garante o secretário.
O governo também não incluiu em sua agenda, pelo menos por enquanto, a necessidade de novos cortes de gastos para fortalecer o ajuste fiscal e mais uma vez mostrar aos investidores que as contas públicas estão em dia. Bier considera que a política monetária atual tem flexibilidade suficiente para acomodar eventuais problemas externos. ‘‘A arrecadação está dentro do esperado e não vejo porque tratar de novos ajustes nos gastos nesse momento’’, explica Bier. Segundo ele, o País está muito melhor preparado agora para enfrentar crises do que até 1999. Desde então já foi feito um ajuste fiscal profundo, o sistema cambial mudou e a inflação está controlada.

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