Governo libera uso de FGTS para financiar material de construção
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quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Fábio Galiotto <br>Reportagem Local 
O governo federal liberou o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a compra de materias para construção, ampliação ou reforma de residências, instalação de hidrômetros individuais e implantação de sistemas de aquecimento solar, na zona urbana ou rural. A regulamentação foi publicada ontem no ''Diário Oficial da União'' e passará a valer no próximo dia 1º, com linha de crédito de R$ 300 milhões apenas para este ano, o que aumenta o otimismo pelo crescimento do setor em Londrina
Do total de recursos, 11,21% serão destinados à Região Sul, ou R$ 33,630 milhões. Estarão disponíveis outros 45,54% para o Sudeste, 28,20% para o Nordeste, 9,68% para o Norte e 8,37% ao Centro-Oeste. Podem requerer o benefício trabalhadores titulares de contas do FGTS e com qualquer renda. Porém, as famílias de baixa renda terão prioridade.
Para a presidente da Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção (Acomac) de Londrina, Sonia Roque Martins, a liberação de mais recursos torna possível que o segmento cresça ainda mais neste ano do que o esperado. Porém, ela prefere deixar uma revisão da estimativa de ampliação das vendas em 3% para a segunda quinzena de novembro. ''Os juros estão interessantes e é preciso que façam uma boa divulgação dessa liberação de verba para que as pessoas aproveitem.''
Com expectativa de crescimento semelhante à da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamanco), que divulgou no início do mês que espera de 3% a 3,5% mais vendas no ano do que em 2011, Sonia diz que o último trimestre do ano costuma ser mais interessante para as vendas, também pela liberação do 13º salário. ''Se a pessoa tem dinheiro no FGTS e não tem intenção de usar para outro fim, pode usar agora em materiais de construção. O fim do ano é o momento propício para isso.''
A empresária em Londrina Luciney Souza, proprietária do Depósito São Marcos, acredita que as medidas vão incrementar os negócios no segmento ao oferecer melhores condições para que as pessoas reformem e construam suas casas. ''As vendas cresceram neste ano em relação a 2011, mas têm oscilado demais e não sei se vai manter esse resultado até o fim do ano'', diz, ao considerar boa a média do ano.


