BRASÍLIA - O assessor de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Célio Porto, anunciou ontem que o governo decidiu destinar mais R$ 6 milhões para a compra de milho no Paraná nos últimos dias de março, para ver se consegue sustentar o preço antes de partir para o leilão de contratos de opção.
Com isso, o segundo leilão de opções marcado para o dia 4 de abril continuará sendo apenas para os Estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O Paraná só entrará se os preços do milho no Estado não reagirem após a nova injeção de recursos do governo.
Porto explicou ainda que no próximo leilão de contratos de opção já será possível ampliar o número de armazéns credenciados porque a Central de Liquidação e Custódia de Títulos Públicos (Cetip) modificou o sistema de registro dos contratos, que antes só permitia 20 armazéns para cada lote.
Ele ressalvou, no entanto, que a determinação do Grupo Executivo Interministerial de Abastecimento (Geia) foi de que apenas os armazéns que nunca deram problemas para o governo sejam credenciados. Porto lembrou que, nos contratos de opção, o governo só assumirá a responsabilidade de armazenamento depois de seis meses, o que exige melhor critério de seleção.

mockup