A primeira-dama Ruth Cardoso, presidente do programa Comunidade Solidária, participou ontem na favela da Rocinha, no Rio, de solenidade de liberação de R$ 200 mil do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para financiamentos populares feitos pela ONG (organização não-governamental) Vivacred.
Ruth Cardoso disse que ‘‘há muito tempo vinha brigando por essa idéia do crédito popular’’, acrescentando que no Brasil há muitas facilidades para a concessão de crédito ‘‘a quem não precisa dele’’. Ela classificou o crédito popular como ‘‘um mecanismo para mudar a sociedade’’ e afirmou que o Brasil está muito atrasado em relação a outros países latino-americanos nessa área. Ela culpou o período de inflação elevada por esse atraso. Por esse motivo, segundo ela, foi necessário ir buscar na Bolívia o aprendizado para que o Brasil também tivesse seu sistema de crédito popular, que está sendo implantado em várias cidades do país.
Durante a solenidade, realizada na sede da agência de financiamento, que funciona em um prédio da Rocinha pertencente à Igreja Metodista, Ruth Cardoso participou das assinaturas de dois novos empréstimos feitos pela ONG. Um foi de R$ 700,00, para Maria de Fátima da Costa, dona de um bazar de artigos para festas na favela, e outros de R$ 200,00 para a ambulante Maria Isaias. A linha de financiamento total do banco BNDES para o Vivacred é de R$ 600 mil.

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