Governo libera R$ 18,7 bi para compra de eletrodomésticos
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Andréa Bertoldi<br>Reportagem Local 
Curitiba - A linha de crédito Minha Casa Melhor, lançada ontem pelo governo federal, terá R$ 18,7 bilhões para a compra de móveis e eletrodomésticos para beneficiários do Programa Minha Casa Minha Vida. As famílias poderão financiar até R$ 5 mil, com taxa de juros de 5% ao ano e prazo de até 48 meses para pagar.
Os produtos contemplados pelo crédito da nova linha terão um desconto de 5% sobre o preço à vista para os consumidores. As prestações poderão ser pagas por meio de boleto bancário ou débito em conta. A expectativa do governo é que o financiamento beneficie 3,7 milhões de famílias. De acordo com a Caixa Econômica Federal, no Paraná, cerca de 165,5 mil famílias poderão ser beneficiadas com a medida.
Entre os itens que poderão ser adquiridos com a nova linha de financiamento estão fogão, geladeira, lavadora de roupas automática, computador, TV digital, guarda-roupa, cama de casal e de solteiro (com ou sem colchão), mesa com cadeiras e sofá. Os beneficiários farão as compras por meio de um cartão magnético, emitido pela Caixa. O crédito estará disponível por 12 meses, a partir da emissão do cartão. Vale lembrar que cada produto tem um limite máximo de preço, por exemplo, um guarda-roupa poderá custar até R$ 380, um refrigerador até R$ 1.090 e uma lavadora de roupas até R$ 850. A exigência para contratar o financiamento é estar em dia com as prestações do Minha Casa Minha Vida.
Para o diretor comercial da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) e presidente da rede Móveis Brasília, Marcelo Ontivero, a nova medida vai facilitar as compras e melhorar as vendas, o que pode trazer impactos positivos no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
Ele disse que muitas pessoas que compraram imóveis por meio do Programa Minha Casa Minha Vida não têm lavadora de roupas automática, mas apenas tanquinho e centrífuga. ''O financiamento vai gerar mais recursos e girar a economia como aconteceu com a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) na linha branca'', afirmou. Ele prevê que o financiamento leve a um aumento nas vendas de 10%, efeito que deve demorar de um a dois meses para ser percebido pelo comércio.
O presidente da Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio), Darci Piana, disse que o financiamento vai reaquecer o setor de móveis e eletrodomésticos, além de manter os empregos. Ele acredita em crescimento considerável das vendas, mas não estimou valores. ''Há muitas casas sendo entregues. Isso vai aquecer principalmente a linha branca e o setor de móveis'', disse.
O gerente de planejamento da rede de Lojas Colombo, Vagner Barela, acredita que o programa terá repercussão bastante positiva no consumo de eletrodomésticos e móveis, mas não estimou um percentual. Ele prevê que a demanda maior seja por lavadoras de roupas automáticas. A rede também aposta que os consumidores vão aproveitar para substituir itens como geladeiras por produtos mais eficazes e com menor consumo de energia. Há também expectativas favoráveis para a comercialização de móveis.
O Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV) apoiou a iniciativa do governo em conceder a linha de crédito. A entidade ajudou o governo no levantamento de preços e na discussão de aspectos operacionais para a implantação do cartão magnético. ''A participação do setor privado na discussão ajuda no funcionamento rápido do programa'', disse a vice-presidente do IDV e presidente da rede Maganize Luiza, Luiza Helena Trajano. ''Com a redução nos preços dos eletrodomésticos, os consumidores poderão ter acesso a bens de consumo que até então eram inacessíveis'', disse o presidente do IDV, Flávio Rocha. (Com agências)



