Governo libera R$ 100 mi para milho
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terça-feira, 06 de março de 2001
Vânia Casado De Curitiba 
O ministro da Agricultura e do Abastecimento, Marcus Vinicius Pratini de Moraes anunciou ontem a liberação de mais R$ 100 milhões, este mês, para apoiar a comercialização do milho. No Paraná, parte desses recursos serão aplicadas para sustentar as operações de venda dos contratos de opção, instrumento que garante ao produtor paranaense vender a saca de milho para o governo federal por R$ 9,77 a saca, para entrega em outubro.
Em função desse preço estar acima do que está sendo praticado no mercado atual (entre R$ 7,50 e R$ 8,20 a saca no atacado), está havendo muita disputa nos leilões de contrato de opção, daí a necessidade do governo em alocar mais recursos para garantir a compra da produção contratada. No mês passado, os produtores paranaenses firmaram contrato para venda de 160 mil toneladas. Amanhã, será realizado novo leilão de contrato de opção no Paraná, onde o governo federal fixou a intenção de compra de mais 150 mil toneladas de grão.
Para participar desses leilões, produtores e cooperativas estão pagando um preço considerado até excessivo pelos prêmios (que dá o direito de vender o produto para o governo). No primeiro leilão realizado no Paraná no dia 15 de fevereiro o valor do prêmio atingiu R$ 210,00 por contato, que corresponde a 27 toneladas. No segundo leilão, realizado no dia 22, o valor do prêmio baixou para R$ 165,00 por contrato. A expectativa agora é em relação ao valor do prêmio que será pago no leilão de amanhã.
Essas medidas ainda não foram suficientes para elevar o preço do milho no mercado, disse o assessor econômico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Flávio Turra. Mas pelo menos o preço parou de despencar, emendou. O produtor está recebendo em torno de R$ 7,00 a saca de milho, valor inferior ao preço mínimo fixado em R$ 7,28 a saca. As cooperativas estão confiantes na promessa do governo federal de retirar 4,2 milhões de toneladas de milho do mercado, medida que vai ajudar os preços do produto reagirem no mercado, afirmou o técnico.


