Os preços ao consumidor do gás de cozinha estão liberados em todo o País a partir de hoje. De acordo com o Ministério da Fazenda, há possibilidade de aumento de preços nas regiões Norte e Nordeste porque as margens de lucro dos empresários desse setor estão ‘‘achatadas’’ (baixas) há cerca de três anos.
Nas regiões Sul e Sudeste, os preços estão liberados desde dezembro de 1998. Segundo o secretário de Acompanhamento Econômico, Claudio Considera, a medida é mais um passo na direção da liberação de todo o mercado de derivados de petróleo, o que deve acontecer até o final deste ano.
Desde 1998, o governo vinha reajustando o preço do gás nas refinarias, mas não aceitava os pedidos de aumento feitos pelas distribuidoras, que reclamavam da elevação de outros custos do setor. Segundo Considera, o custo do gás reflete cerca de 60% dos custos das empresas, que também têm despesas de pessoal e de aluguéis, por exemplo.
De acordo com a legislação atual, a partir de 2002 a fixação de preços no mercado de petróleo não será mais controlada pelo governo e a importação de derivados será facilitada. Ou seja, os preços da gasolina nas refinarias, que hoje sofrem revisões trimestrais, oscilarão conforme o mercado internacional
No caso do gás de cozinha, o processo de liberação de preços ao consumidor final começou em março de 1998 com os Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. Considera disse que na região Sul as empresas aumentaram muito os preços logo após a liberação, mas tiveram de voltar atrás por causa da competição no setor.

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