O vice-governador e secretário da Agricultura, Orlando Pessuti, assinou anteontem a resolução que mantém o controle oficial dos rebanhos onde foi constatada a suspeita de febre aftosa. A medida atinge todas as propriedades localizadas no raio de 10 quilômetros dos municípios de Loanda, Amaporã, Maringá e Grandes Rios.
O controle também atinge os rebanhos das propriedades que tiveram contato direto ou indireto com os animais procedentes dos municípios do estado de Mato Grosso do Sul, considerados áreas de risco sanitário.
De acordo com o documento, o estudo para comprovar a ausência do vírus será realizado, aleatoriamente, em propriedades escolhidas pelo Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura.
A saída de animais das propriedades escolhidas só será autorizada quando os mesmos forem destinados ao abate imediato, mediante acompanhamento do serviço oficial.
A resolução também estabelece que a vacinação dos bovídeos contra a febre aftosa, nessas propriedades, só será realizada após conclusão do estudo de atividade viral. Segundo Pessuti, esse procedimento é necessário para evitar interferência nos resultados dos exames.
Segundo o documento, fica liberado o trânsito de animais, produtos e subprodutos no interior da área considerada como de risco, em cumprimento da instrução normativa do Ministério da Agricultura.
Já o controle do serviço oficial nas propriedades onde foram encontrados os animais com sinais clínicos de febre aftosa permanece até que o ministério libere o laudo com diagnóstico conclusivo.
Por outro lado, a Secretaria da Agricultura autorizou a realização de eventos agropecuários em todo o Estado, exceto nos quatro municípios onde os rebanhos estão sob controle, e em outras localidades que tenham animais vindos desses locais.
Nos municípios interditados, os eventos com espécies não suscetíveis à febre aftosa poderão ser autorizados mediante prévia análise de risco da Divisão de Defesa Sanitária Animal (DDSA).
O diretor-geral da Secretaria da Agricultura, Newton Pohl Ribas disse que recebeu uma cópia do relatório enviado pelo ministério a um representante da Comunidade Européia. Segundo ele, o documento relata as ações praticadas no combate aos focos de aftosa no Mato Grosso do Sul e, também, os procedimentos de precaução e prevenção adotados pelo Paraná para impedir a entrada do vírus.
Ribas destacou que, no documento, está anexada uma planilha que contém os resultados parciais dos exames feitos pelo Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro), em Belém-PA. ''Todos os resultados, que constam no relatório, são negativos'', disse. Segundo o diretor-geral, os exames foram realizados com amostras de soro e epitélio dos animais suspeitos coletadas entre 18 e 27 de outubro.
O presidente do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná (Sindicarne), Péricles Salazar, elogiou todos os procedimentos adotados pela Secretaria da Agricultura na prevenção da aftosa. ''As entidades do Conesa e do Fundepec compartilham das decisões tomadas pela Secretaria'', afirmou.
Salazar lembrou que, conforme as informações do Lanagro, os resultados encaminhados ao Ministério são negativos. ''Agora, esperamos que o Ministério flexibilize a instrução normativa, de acordo com a informação do Lanagro'', disse. Segundo o presidente do Sindicarne, os prejuízos ao setor produtivo do Paraná são enormes. ''Se os resultados são negativos, eles têm que liberar imediatamente. Quanto mais demorar, mais prejuízos terá o Estado do Paraná'', concluiu.

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