Governo irá discutir PCCVs em conjunto
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 26 de agosto de 2005
Vera Barão<br>Reportagem Local 
Uma reunião realizada, ontem, com o Conselho de Administração do Iapar e os secretários de Estado Orlando Pessuti (Agricultura e Abastecimento), Reinhold Stefanes (Planejamento) e Aldair Rizzi (Ciência e Tecnologia) mais uma vez colocou ''panos quentes'' nas discussões sobre o Plano de Carreiras, Cargos e Vencimentos (PCCV), que tramita há cerca de um ano nas esferas do governo estadual.
A crise na instituição vem se agravando há quase uma década com redução de funcionários, baixos salários e infra-estrutura em vias de sucateamento, o que ameaça diversos setores de pesquisa. O PCCV pede o reajuste de salário dos servidores e cria novos cargos para eventual realização de concurso público. Não há reajuste há 8 anos na instituição que acumula perdas salariais perto de 50%.
O secretário Orlando Pessuti afirmou que o governador Roberto Requião (PMDB) tem a intenção de tratar a questão do Iapar junto com a da Emater, que também deverá elaborar um PCCV no prazo de 90 dias. ''O governo quer resolver esta situação em conjunto. A Emater foi transformada em autarquia na terça-feira e dois dias após o governador já estava reunido com um grupo de funcionários, o que indica que estamos perto de chegarmos a uma solução. Vamos trabalhar para construirmos uma solução definitiva'', argumentou o secretário.
Segundo ele, até dezembro os PCCVs das duas instituições deverão ser encaminhados à Assembléia Legislativa para apreciação dos deputados. Como ainda são mais quatro meses pela frente, os servidores do Iapar estão propondo uma reposição salarial emergencial, mas Pessuti não deu nenhuma garantia de que o governo poderá acatar a reivindicação.
Pessuti informou também que, dentro de 10 a 15 dias, o governo deverá decidir sobre uma nova diretoria para o Iapar. O cargo de chefia hoje é ocupado interinamente por Doralice Cargano. Na opinião de Pessuti, a definição da diretoria dará mais condições para a condução do processo de negociação.
Segundo Doralice, a reunião de ontem foi positiva no sentido de sensibilizar o governo. ''Foi uma reunião para buscar apoio, sobretudo no que diz respeito a reposição emergencial para que a categoria não tenha que esperar a elaboração dos planos, o que poderá demorar mais do que o previsto'', afirmou ela.


